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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Avarento

(dance)Quem só ganha pra juntar
Como diz o poetinha
Garante que economiza
Não é avarento nadinha
Mas das tralhas que possui
Não põe fora u'a só coisinha.

Um pneu véio careca
Um toca-fita quebrado
Chinelo véi sem correia
Toco de vela guardado
Mói de remédio vencido
E tudo inventariado!

Na missa é que finge mostrar
Ser como quem o dízimo pôs
Primeiro a hóstia recebe
Pra ir à caixinha depois:
Põe duas moedas de um
E tira uma nota de dois.

Mão-de-vaca, unha-de-fome
Quando morrer, meu patrão
Discórdia é o que vai deixar
Que seu fim é o da canção:
Cair-lhe "por cima uma lage"
E lá "embaixo a escuridão".

A décima a seguir é do cantador repentista Dimas Bibiu, poeta nascido em São José do Egito - PE

Eu não creio em quem faz economia
Passa fome com pena de gastar
Vê um pobre faminto e não lhe dá
Um pedaço do pão de cada dia;
Tem dinheiro, tem terra e vacaria
Nega um copo de leite a uma criança,
Junta tudo que tem, ainda avança
Pra tomar um pedaço do alheio,
Pode até se salvar, mas eu não creio
Só se Deus der um toque na balança. 

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