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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Glosas I

Minha existência foi vã
Caduca desde o início
Tirei a sorte malsã
Caindo de vício em vício
E assim morrendo vivi
Existir só existí
Porque Deus o consentiu
E da vida não me gabo
Pois existí como o rabo
Que do lagarto caiu.

Não conheço de fato
Quem, como eu, existiu
Se alguém viveu qual lagarto
A quem o rabo caiu
Ao menos teve uma vida
Inda que, em meio, partida
Mas fui o que Deus permitiu
Só em lembrar me acabo
Pois existí como o rabo
Que do lagarto caiu.

Ser rabo nessa existência
Sem ligação com a cabeça
É viver sem consciência
Sem nada de que se esqueça
Levando o tempo à-toa
Que o pensar mesmo destoa
Do que é só um rabo vazio
Tanto ri, que em mim não caibo
Pois existí como o rabo
Que do lagarto caiu.

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