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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Martelo Agalopado I

Eu vivo esse drama da estiagem
Desde que mãe botou-me no peito;
Já minhas mãos roçavam esse eito
Rachado da seca nos seios da pagem;
Fiz calos nas mãos já nessa passagem
Em vão apertando o veio da mama;
Há muito eu vivo em terra sem lama
Roçando seu colo com mãos calejadas:
Nada de leite em palmas ressecadas,
Nem uma lágrima que orvalhe uma rama.

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