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domingo, 2 de outubro de 2011

A gente é para o que nasce?

Assisti impressionado
Um filme tão deprimente
Que pensei com meus botões:
Qual o cristão que não sente
Vergonha daquela história,
E pena daquela gente?


A história mostra os erros
Mas há gente que os repete;
Não aprende com o passado,
Só que escolher lhe compete;
E muita alma incauta
Com eles se compromete.


Parece ser esse o caso
Quando o infeliz é um jovem
Sem pessoas que o orientem,
Somente que o reprovem;
Enquanto pra o mau caminho
Muitos são os que o movem.


A vida prova que o jovem
Não pensa nas consequências;
Tudo pra ele são fontes
De ricas experiências;
Se deixarem, as transgressões
São as suas preferências.


Principalmente num lar
Onde o amor não existe;
Só intolerância, cobranças,
Ameaças com dedo em riste.
Há jovens em formação
Que a tais pressões não resiste.


Então BRUNA SURFISTINHA
Retrata bem esse fato.
O filme conta a história,
Baseada em seu relato,
Da vida que ela escolheu
Pra fugir de um mundo ingrato.


Embora lhe dessem o pão,
Boa escola e morada,
Só tinha o amor da mãe,
Pois se sentia enjeitada
Pelo pai e pelo irmão,
Só porque era adotada.


Na escola igualmente
Não conseguiu se enturmar;
E sempre se perguntava
O que estava a fazer lá;
E foi por causa da turma
Que ela deixou de estudar.


Isso foi a gota d'água
Para que tudo largasse.
Se em casa não tinha amor,
Nem na escola quem a amasse,
Quis então se libertar
De tudo que a amarrasse.


E foi embora pra rua
Viver da prostituição.
Bem satisfeita escolheu
Permanecer na ilusão,
Pois ela mesma enjeitou
Um pedido de sua mão.


E o que se vê nessa história
De tentação e perdição,
Do baixo instinto animal,
Do sexo depravação,
E mais que as drogas mortais,
É o vazio de um coração.

Consta no espetacular livro CANTADORES, REPENTISTAS e POETAS POPULARES do poeta e repentista José Alves Sobrinho, que é do cantador repentista Manoel Belarmino, poeta nascido em Limoeiro - PE, em 1929, e falecido em 1980, esta décima glosada de forma magistral:

Eis o baixo meretrício:
Lugar que a mulher perdida
Joga a sua própria vida
Na corrupção e no vício,
No mais miserável ofício
Cada uma se envolvendo,
Trocando beijos, bebendo,
Tomando a pulso, pedindo,
Manchando a alma, sorrindo,
Vendendo a carne e comendo.

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