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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Maior dos Viciados

Não há viciado no mundo
Que não queira ir mais a fundo
Em busca de mais prazer.
Mas é gozo passageiro
Daquele que é prisioneiro
E crê que isso é viver.


O vício só escraviza
Porque o prazer ameniza
As angústias e as dores:
O que causa sofrimento.
Tudo cai no esquecimento
Com o gozo dos sofredores.


Todo vício é prazeroso
Mas no fim ele é danoso
Porque causa sofrimento;
E quanto mais dê prazer,
Tanto maior é o sofrer
Com esse aprofundamento.


Vício causa prejuízo,
Dano ao bolso e ao juízo
Daquele que ficou fraco;
Pode ser homem ou mulher:
Pensa que sai se quiser
Quando afundar no buraco.


É ilusão se pensar
Que impune vai se livrar
De um vício já indomável;
O poder que o vício tem
Domina e faz seu refém
Quem se tornou vulnerável.


O fraco vicia ligeiro;
O forte cai prisioneiro
De um poderoso inimigo;
Todo vício escandaliza,
Nêgo se desmoraliza,
Perde a paz e o seu abrigo.


O maior dos viciados
Não está entre os tarados
Que são uns loucos, patrão;
Nem entre os inveterados
Bêbados, e os afamados
Jogadores de plantão.


O cabra mais viciado
Tá no dinheiro montado,
E não é o drogado não;
É o que fala em esperança,
Promete ao povo mudança,
E é um viciado ladrão.

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